TEATRO DE AMADORES E PROFISSIONAL NO CONCELHO DE SANTARÉM ENTRE 1958 E 2021

Sobre o Arquivo

A vida e obra de Carlos Alberto Oliveira — actor, encenador, dramaturgo, produtor e programador scalabitano —, conhecido no meio artístico por “Chona”, coincide indistintamente com grande parte da história do teatro de amadores e profissional no concelho de Santarém, desde a sua chegada à cidade em 1959 até à sua morte em 2021. Co-fundador e dinamizador de grupos como o Veto Teatro Oficina, o Teatro Amador Combate, o Teatrinho de Santarém, a Companhia de Teatro de Santarém, ou o Centro Dramático Bernardo Santareno; de estruturas como a ARSTA — Associação Regional de Santarém de Teatro de Amadores, ou a APTA — Associação Portuguesa de Teatro de Amadores;  bem como de eventos como o TIP 78 — Teatro Internacional para Jovens, o FITIJ — Festival Internacional de Teatro para a Infância e Juventude, ou a Bienal Luso-Brasileira de Palhaços e Artes Circences, a sua acção foi determinante na renovação das práticas e modos de organização do teatro naquela região durante a segunda metade do séc. XX e início do séc. XXI.

Com vista a colmatar a ausência de referências em torno do seu percurso, bem como do teatro naquela região durante a segunda metade do séc. XX e início do séc. XXI, ARQUIVO CHONA é um repositório em linha que dá conta de uma investigação em curso, investida na recolha de fontes primárias e respectiva catalogação, bem como na compilação de ensaios e realização de entrevistas sobre os contextos de ocorrência do teatro scalabitano durante este período. Tem como ponto de partida o espólio documental deixado pelo Chona, complementado com documentos provenientes de outros espólios semelhantes, com vista a ampliar perspectivas e discursos sobre o teatro em Santarém e Portugal, em particular no que respeita às tensões entre teatro de amadores e teatro profissional, teatro independente e teatro experimental, teatro para a infância e teatro para adultos, teatro de objectos e teatro de marionetas, teatro físico e dança, teatro de variedades e circo, entre outras, bem como à relação do teatro com a revolução de Abril.

São distintos os períodos que aqui se definem pela sua característica histórica: o pré-revolucionário, antes de 1974; o revolucionário, de 1974 a 1979; os anos 80; os anos 90; e o séc. XXI. Cada um deles corresponde a condições de possibilidade distintas e, por consequência, a manifestações artísticas de diferentes géneros, sem com isto haver qualquer impermeabilidade entre si. Por via dos documentos, e através dos anos, este catálogo dá conta de uma longa série de momentos públicos de apresentação teatral, no seu conjunto relativos a uma multiplicidade de grupos, peças, textos, eventos, espaços e comunidades, próprios de cada período, e que fizeram parte da vida do Chona tanto quanto este fez parte, integrante e mobilizadora, da sua história.

A estrutura desta plataforma reflete a investigação realizada, dividindo-se em duas partes. Por um lado, uma selecção de DOCUMENTOS, pertencentes na sua maioria ao Arquivo Familiar de Carlos Alberto Oliveira (Chona), mas também a arquivos pessoais de intervenientes nos agrupamentos em que, de uma forma ou de outra, o Chona participou. No seu conjunto, estes documentos podem ser visualizados cronologicamente em Grelha ou em Lista, esta última apresentando desde logo uma selecção de descritores para cada entrada. Não sendo um arquivo em si mesmo, mas antes um mapa digital do que existe fisicamente nos diversos espólios, aqui se podem consultar programas, cadernos, artigos de imprensa, depoimentos, cartazes, vídeos, fotografias e publicações, relativos aos períodos em causa. Por outro lado, apresenta-se também uma selecção de ensaios por vários autores, assim como uma série de entrevistas a intervenientes nos diferentes grupos de teatro, que oferecem perspectivas sobre o CONTEXTO HISTÓRICO no qual os documentos de arquivo se inserem. A organização dos conteúdos inclui descritores — Agrupamento, Peça/Evento, Autor, Participantes, Local, Data, Parcerias, Tipologia, Proveniência, Arquivo e Descrição — acessíveis nas informações de cada entrada, que possibilitam ainda a sua filtragem.

O presente repositório permanece aberto à acrecção de documentos e outras tipologias, bem como à revisão dos conteúdos já publicados. É de frisar que informações associadas a vários documentos provêm de fontes diversas, que por vezes se contradizem, carecendo de verificação. Fizeram-se todos os esforços para corresponder o mais possível ao ocorrido, na forma como os descritores de cada documento remetem para uma determinada realidade, muito se agradecendo qualquer nota de erro ou falta, para que se efectuem as devidas correcções.

Sobre o Chona

Enquanto aluno da Escola Industrial e Comercial de Santarém, faz teatro pela primeira vez em 1965, em uma encenação de "A Farsa de Inês Pereira" de Gil Vicente, levada a cabo sob orientação da professora de Português, Dra. Madalena Tavares, no Teatro Taborda em Santarém.

Depois de, em 1969, se envolver na criação da Secção de Teatro Infantil do Círculo Cultural Scalabitano, vem, na sequência disto e com os mesmo colegas, em 1972, a fundar o Veto Teatro Oficina, grupo igualmente dedicado à apresentação de teatro para adultos, sendo "Guilherme Tell tem os olhos tristes", de Alfonso Sastre, uma das suas primeiras produções, de que podemos ver parte do elenco na foto.

Funda a Associação Regional de Santarém de Teatro de Amadores (ARSTA) em 1975, logo após o qual inicia a edição do Boletim de Mãos Dadas, da associação. Esta chegou a contar com 64 grupos associados, de toda a região, sendo o Boletim distribuído gratuitamente entre todos.

Em 1976, funda com outros colegas o Teatro Amador Combate, no Cartaxo, que se manterá activo pelo menos até 1983. Nesta foto, vemos uma apresentação da peça "O Homem do Regador", em Slupsk na Polónia, em 1981.

Em 1978, o Chona é um dos proponentes e organizadores do TIP 78 — Teatro Internacional para Jovens, um encontro que teve lugar no antigo Colégio Andaluz, que sob os auspícios da Associação Internacional de Teatro de Amadores se fazia anualmente num país europeu, e que juntou em Santarém grupos oriundos de 18 países, movimentando cerca de 250 actores e técnicos.

O Teatrinho de Santarém (à data apenas Teatrinho), então secção de teatro infantil da Casa da Cultura - F.A.O.J., realiza a sua primeira peça em 1982, "Puzzle", uma criação colectiva de formas animadas, para apresentação em espaços exteriores.

Apresentação da peça "Romagem de Agravados", de Gil Vicente, a primeira pela Companhia de Teatro de Santarém, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Santarém, em Junho de 1982. Na fotografia: Gomes Vidal (esq.) e Carlos Alberto Oliveira - Chona (dir.).

Após uma apresentação inaugural no Dia Mundial do Teatro em 1990, o Centro Dramático Bernardo Santareno apresenta a sua primeira peça, "António ... Santareno", uma criação colectiva através da colagem de vários textos de Bernardo Santareno, no Teatro Sá da Bandeira em Santarém, a 23 de Novembro desse mesmo ano.

Em 1993, o Chona e o Teatrinho de Santarém organizam o primeiro Festival Internacional de Teatro para a Infância e Juventude (FITIJ), que se viria a repetir bienalmente, e quase initerruptamente até hoje, nos últimos anos já com a Associação FITIJ, criada para produzir o festival.

Adaptado da biografia escrita por Nuno Neto de Almeida

Carlos Alberto Oliveira (Chona) é protagonista de um vasto e diversificado currículo teatral, e é também relevante a sua acção como animador cultural, não só no concelho de Santarém, mas também por todo o País e no estrangeiro. Sempre se dedicou à produção e realização de eventos culturais, com particular destaque no teatro, onde durante mais de 50 anos desempenhou funções de encenador, actor e dramaturgo.

Foi ainda estudante, em Santarém em 1964/65, que começou a interessar-se pelo teatro, integrando elencos de récitas académicas, orientadas pela Dra. Madalena Tavares, sua professora de Português. Representou “A Farsa de Inês Pereira” de Gil Vicente, e o “Mar” de Miguel Torga, no antigo Teatro Taborda. Participou em quase todos os “Natais do Estudante” no Ginásio do Seminário, iniciativa do amigo e saudoso padre Francisco Nuno, até que um dia a PIDE se incomodou com a actividade do padre “Chico” Nuno, e não houve mais Natal dos estudantes. 

Aos conhecimentos empiricamente adquiridos em Portugal numa prática de auto-didatismo, junta-se-lhe a aprendizagem feita no estrangeiro, onde frequentou o “Teatro Internacional para Jovens” na Irlanda, Finlândia e Hungria, de 1975 a 1977. No ano seguinte esteve na Polónia no Encontro Internacional de Teatro de Slupsk, e em 1979 na “Olimpíada Intercontinental de Teatro” realizada em Detroit, nos Estados Unidos da América. Na década de 80 participou em vários cursos por toda a Europa, destacando-se o de “Drama na Educação” que teve lugar na cidade de Wersky Brod, na República Checa. Várias organizações internacionais convidaram-no para ser monitor em “workshops”, como foi o caso dos que se realizaram nos anos seguintes em Vordingborg (Dinamarca) e Echternach (Luxemburgo), países onde leccionou técnicas de improvisação teatral, construção da personagem, e “teatro de objectos”.

Os contactos estabelecidos, nomeadamente com o presidente da Associação Internacional do Teatro de Amadores (AITA), com sede em Amesterdão, motivaram-no a realizar em Santarém, juntamente com outros amigos, aquele que foi um dos maiores acontecimentos de sempre na história do teatro da cidade – o TIP 78. Tratou-se da realização do já citado “Teatro Internacional para Jovens” no antigo Colégio Andaluz, que sob os auspícios da AITA se fazia anualmente num país europeu, e que juntou em Santarém grupos oriundos de 18 países, movimentando cerca de 250 actores e técnicos, com o apoio do poder local.  A partir de então, e face à repercussão que o TIP-78 teve nos grupos da região, Carlos Alberto Oliveira (Chona), apoiado pelos grupos a que pertencia, passou a organizar várias oficinas de teatro em Santarém e no concelho, nas quais transmitia os conhecimentos trazidos de diferentes correntes de expressão artística.

Nessa perspectiva, juntou grupos de teatro do Ribatejo em 3 encontros anuais, designados “Teatro de Mãos Dadas”. Depois descentralizou o evento para Rio Maior, Cartaxo e Almeirim, provocando relevantes transformações na vida interna dos grupos e na qualidade das suas produções cénicas. O Teatro Amador Combate (TAC), por ele ensaiado em 1980 alcançou o 1º Prémio do Festival de Teatro do Mónaco. Em 1994, e em consequência do seu relacionamento com artistas de outros países, foi credenciado pelo Conselho da Europa para diligenciar no sentido de Portugal receber o VII Encontro Europeu de Teatro, no âmbito de “Lisboa – Capital da Cultura”.  Sempre que se deslocou a outros países, o Chona estabeleceu pontes que possibilitaram intercâmbios com grupos portugueses, dos quais resultaram importantes trocas de experiências, como foi o caso das relações culturais mantidas entre o Veto Teatro Oficina de Santarém e o Suomi Teatern da Finlândia, entre o TAC do Cartaxo e o Grupo Rondo da Polónia, entre o GRUTA de Tomar e o Teatro Kalamazoo dos Estados Unidos da América, e o Teatrinho de Santarém com o Vordingborg Scene da Dinamarca, com o Hlásek da República Checa, com a Companhia Contos do Baú, do Brasil, com o Rodamón de Espanha, e com a “Petit Scène” de França. Consciente da necessidade de formação técnica para um salto qualitativo dos amadores que frequentemente visitava, organizou vários cursos que tiveram efeitos positivos, tais como os que foram ministrados por Bodil Larsen, Bent Jacobsen, Niels Damkjaer, Marco Di Stefano, Brigitte Christensen, entre outros.  

A sua condição de “militante do teatro” nunca o deixou inactivo, e foi sempre fácil rodear-se de boas equipas de trabalho, circunstância que permitiu formar a APTA - Associação Portuguesa do Teatro de Amadores, e, a nível regional, a Associação de Teatro de Santarém - ARSTA, que chegou a ter 64 grupos associados. Ele acreditou que a organização dos grupos em associações distritais integradas numa estrutura nacional, contribuiria de maneira relevante para o progresso e desenvolvimento do Teatro Português. Contudo, a falta de meios operacionais e a inexistência de quaisquer apoios, originaram o desmantelamento da APTA e das associações regionais, enfraquecendo a capacidade da produção artística teatral, principalmente nas zonas do interior. Em tal contexto, o Chona promoveu o funcionamento de uma biblioteca regional de teatro, o que ajudou a melhorar o repertório dos grupos amadores. Complementarmente, publicou através da ARSTA 20 boletins mensais com o título “De Mãos Dadas”, edição que tinha por objectivo manter os grupos unidos e divulgar eventos, artigos de opinião sobre crítica de teatro, e biografias de autores nacionais.

Foi administrado da SPA – Sociedade Portuguesa de Autores, onde se encontram registadas algumas obras de sua autoria, como o são “A Outra Face de Alexandre”, “As 1001 Maneiras de Cozinhar a Morte”, “O Gato das Botas e o Rei da Banana”, “O Maior Espectáculo do Mundo”, “As Histórias da Avózinha”, “Ábidis - A Lenda de Santarém”, uma adaptação teatral de “O Principezinho” de Saint Exupéry, “Lusitanos”, peça inspirada no poema “Os Lusíadas” de Luis de Camões, tendo sido estes três últimos trabalhos publicados e distribuídos por escolas e bibliotecas. É também de sua autoria um texto de teatro para cegos com o título “Um Túnel ao Fundo da Luz”, ainda não publicado. No seu trabalho literário, relevam-se também os “Cadernos de Exercícios Dramáticos”, “Figuras de Teatro”, “Textos de Apoio a Dramaturgias”, muitos artigos de opinião publicados em jornais e revistas, sendo ele o coordenador da edição dos únicos livros existentes em Portugal sobre “A História do Circo”, da autoria do Professor Luciano Reis.

No dizer do crítico Fernando Midões, este “semeador de teatro” criou 9 grupos de teatro em diversas localidades: Grupo Cénico da Juventude Operária Católica de Santarém (JOC), Veto Teatro Oficina do Círculo Cultural Scalabitano, GRITO do Vale Paraíso (Azambuja), GATPA de Almeirim, TAC do Cartaxo, Companhia de Teatro de Santarém, Teatrinho de Santarém, Centro Dramático Bernardo Santareno, e Teatro Meia-Laranja de Alpiarça. Foi também um dos fundadores do Centro Cultural Regional de Santarém, e tentou recuperar a tradição das récitas de estudantes, fazendo “O Doente Imaginário”, de Molière, na Escola de Regentes Agrícolas, e “Anfitrião ou Júpiter e Alcmena”, do Judeu, na Escola Sá da Bandeira, ambas em Santarém.

Mais tarde, a pedido de Viriato Camilo, colaborou na organização do I Festival Internacional de Teatro de Lisboa, no Teatro D. Maria II, e, juntamente com Manuel Alves Castela, para além de o ajudar no “heróico” Festival Internacional de Cinema de Santarém, organizou o I Festival de Teatro da Feira do Ribatejo, que, apresentado no Largo do Seminário, viria nos anos seguintes a ser também proibido pela PIDE, após o Estado Maior General das Forças Armadas se ter insurgido contra a representação da peça “A Guerra Santa“, de Luis de Sttau Monteiro, que criticava a guerra colonial e as instituições militares. Não se deixando intimidar, participou activamente nos “Festivais de Outono”, realizados pelo Veto Teatro Oficina, iniciativa que servia de montra ao que teatralmente se fazia na região, e que assumia uma vertente educativa para as gentes do teatro, pois os espectáculos eram comentados e discutidos após as suas apresentações por especialistas de reconhecido valor, como Norberto d’Ávila, Helder Costa e Maria do Céu Guerra.

A actividade do Chona na área da produção e realização de espectáculos é muito vasta, tendo encenado ou participado como actor em 62 peças. Mas não só no teatro exerceu a sua acção. “Slides à Noite”, uma projecção de diapositivos em ecrã gigante, animou com música o Largo do Seminário nas quentes noites de Verão, local onde os Festejos de Carnaval do Teatrinho de Santarém, por ele orientado, enchiam por completo de alegria e de pessoas o centro histórico da cidade. Outra das actividades foi o “Cantarolando”, Festival da Canção Infantil, que sempre levava uma multidão à antiga Feira do Ribatejo, onde se realizava.

Apareceram então experiências na rádio e televisão, tendo sido o responsável pelo programa “Palmo e Meio” na RDP - Rádio Ribatejo, e o autor de 5 peças para televisão, seleccionadas a nível nacional, e apresentadas nos concursos por equipas de Santarém, nas quais participou.  “Puzzle”, o primeiro espectáculo por ele encenado no Teatrinho de Santarém, foi transmitido para todo o País através da Telescola, e também a sua encenação de “O Principezinho” levou a RTP à gravação do espectáculo e à sua transmissão nacional no Dia de Natal do ano de 2000. O Chona participou ainda em apontamentos de reportagem e críticas de teatro nos programas televisivos “TV-PALCO” de Igrejas Caeiro, e “FILA T” de Fernando Midões.

O FITIJ - Festival Internacional de Teatro de Santarém, e a Bienal Internacional de Teatro-Circo, importantes marcos na história cultural da cidade, apesar de organizados por uma dinâmica equipa de jovens do Teatrinho de Santarém, tiveram no Chona o seu mentor e impulsionador.

Ao longo da sua vasta carreira, Carlos Oliveira conta com vários prémios e distinções, entre os quais se destacam o 1º Prémio de Teatro dos Jogos Florais da Feira do Ribatejo; o 1º Prémio de Teatro da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – C.G.T.P.; o 1º Prémio Nacional de Textos de Teatro, atribuído pelo Teatro Experimental do Porto; o Prémio “Mérito do Teatro Português” atribuído pelo Inatel, a nível nacional. Foi ainda distinguido como “Scalabitano Ilustre”, título atribuído pela Câmara Municipal de Santarém e eleito “Personalidade do Ano 2004” – Homenagem da Junta de Freguesia de São Nicolau . Carlos Alberto Oliveira viu o seu nome ser atribuído a uma rua na freguesia de S. Nicolau, por iniciativa da respectiva Junta de Freguesia e aprovação pela Câmara Municipal de Santarém, e foi distinguido com o “Prémio Prestígio Personalidade na Área do Teatro”, atribuído pela Federação Portuguesa de Teatro.

O último evento público que presenciou, dias antes de lhe faltarem as forças, foi a celebração do 25 de abril em Santarém, em que sempre participava, não fosse pertencer à comissão organizadora bem como a tantas outras associações que fizeram de Abril e da liberdade conquistada a sua matriz operativa. Foi também isso que sempre semeou, as liberdades. Fez do movimento associativista e da força revolucionária a ferramenta com a qual criou mundos, oferecendo-os abertamente a quem neles quisesse participar.

Créditos

Direcção, Investigação e Edição

Carlos Manuel Oliveira

Consultoria e Curadoria

Ana Bigotte Vieira

Registo e Edição de Vídeo

Carlos Manuel Oliveira, James Newitt

Revisão de Texto

António Figueiredo Marques

Identidade Gráfica e Código

Surpresa Studio

Produção Executiva e Administração

Lysandra Domingues

Produção

 Associação Parasita

Co-Produção e Parceria Institucional

 Santarém Cultura / Câmara Municipal de Santarém

Acolhimento

Câmara Municipal de Santarém, Casa do Brasil,  Incubadora d'Artes,
Sala de Leitura Bernardo Santareno, Teatro Municipal Sá da Bandeira

Apoio

Direcção-Geral das Artes / República Portuguesa

Agradecimentos

Fundação Calouste Gulbenkian, Biblioteca Municipal de Santarém, Grupo Alfageme Santarém, Forum Dança, Apneia Colectiva, Mira Forum, Visões Úteis, Ana Dinger, António Gomes Marques, João Brites, Luís Varela, Christine Zurbach, Marcelino de Sousa Lopes, Deolindo Pessoa, Luísa Marinho, Mário Moutinho, Fernanda Narciso, António Júlio, José Manuel Rodrigues, Nuno Domingos, Sónia Vieira, Gonçalo Neto, Joaquim Montez, António Heitor, Carla Heitor, Francisco Selqueira, Orlando Garcia Margarida Gabriel, Joaquim Pinheiro, Nelson Ferrão, Anália Gomes, Rui Pedro Gonçalves, Sofia Vieira, Paula Parente Pinto, Ricardo Seiça Salgado, Silvia Pinto Coelho, Nuno Moura, Maria João Brilhante, Américo Rodrigues, Tiago Ivo Cruz, Telmo Monteiro, David Leitão

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